Intenção de Compra

Quando um indivíduo se põe na posição de consumidor e se depara com a decisão de comprar ou não um produto, ele leva em consideração o seu "ânimo de consumidor". Essa medida pode ser entendida como a “intenção de compra”, ou seja, o desejo, o intuito, a disposição de adquirir ou não determinada mercadoria.

Por sua vez, a intenção de compra é afetada por dois fatores, sendo eles a.) o estímulo ao consumo (como propagandas, publicidade, merchandising, entre outros) e b.) o cenário econômico no qual o indivíduo está inserido (orçamento, disponibilidade de crédito, índice de desemprego, entre outros). Assim, a economia possui um grande papel influenciador na intenção de compra, ela estabelece dos níveis de emprego, dos produtos disponíveis para a compra e seus respectivos preços.

A importância de estudar a intenção de compra reside na possibilidade de se avaliar o desempenho do comércio, sobretudo os varejistas, bem como de seus principais segmentos. Além disso, esse estudo possibilita inferir sobre o grau de confiança das famílias no que se refere às possibilidades de consumo. Por último, ele nos permite identificar tendências.

endo como objetivo trazer tendências de compra, coletamos e apresentaremos informações relativas às informações relativas a essa temática presente nas redes sociais do final de 2013 ao início de 2016 do 4º trimestre de 2013 até o 1º trimestre de 2016 serão discutidas.

Desse modo, houve a coleta de menções espontâneas envolvendo o assunto publicadas nas redes sociais e como resultado obteve-se um grande conjunto de dados armazenados (comumente chamado de big data). Visto que nenhuma pergunta direta foi usada como filtro, a neutralidade perante a espontaneidade dos dados coletados foi preservada, ou seja, as menções não foram resultado de uma pergunta cuja finalidade era obter determinada informação.

Além disso, uma vez que a quantidade de expressões coletadas foi expressiva, empregou-se a técnica de linguagem natural para se tratar as informações.

Gráfico 1: Intenção de compra e previsão linear da Intenção de compra

O gráfico acima possui o seu pico no primeiro ponto, no caso, o 4º trimestre de 2013 (chegando em 12000 unidades), e daí para frente a intenção de compra caiu até o seu mínimo verificado no 2º trimestre de 2015, com pouco mais de 4000 unidades. A partir daí, o valor volta a subir durante os próximos dois trimestres, sem, no entanto, chegar próximo do pico inicial, e volta a cair. Segundo a reta de regressão linear no gráfico, a tendência é de que a intenção de compra continue a cair.

O gráfico 1 demonstrou a intenção de compras em unidades, porém a categoria dos itens que as pessoas tem o intuito de comprar são diferentes e o gráfico abaixo demonstra a distribuição das unidades em 7 categorias.

Gráfico 2: Distribuição da intenção de compra por categoria

Nota-se que a categoria mais presente ao longo dos trimestres foi a de telefonia, seguido de eletroeletrônicos e cinefoto (termo usado para se referir a câmeras fotográficas e aparelhos relacionados).

Imagem 1: O Brasil e o uso de celulares

Os aparelhos celulares conquistaram, sobretudo ao longo dos últimos anos, uma grande adesão por parte das pessoas sendo que a conectividade se torna um grande benefício adquirido por conta do desenvolvimento das tecnologias desse setor.

Concomitantemente, o uso das redes sociais por meio de celulares, em grande parte smartphones, ganha cada vez mais espaço. Como exemplo, temos que 93% dos smartphones no Brasil possuem o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

Além do fator conectividade, outro elemento que favorece a necessidade por parte dos indivíduos em se ter um smartphone é a tendência de se registrar a vida cotidiana em aplicativos como Instagram, Facebook e Snapchat.

Desse modo, o segmento mais presente ao longo das últimas intenções de compra ilustradas pelo gráfico 2 está de acordo com as tendências verificadas no que se diz respeito às comunicações quando levamos em conta um cenário com ascensão de mudanças alavancadas pelo progresso tecnológico.